Surf is in the air

21/07/2009 por Taciana

Matéria retirada do JC on line – Por Marcelo Sá Barreto (*)

Caixinha de surpresa

Publicado em 20.07.2009, às 21h15

Quem inventou a célebre frase “o futebol é uma caixinha de surpresa”, certamente, nunca ouviu falar no surfe. Chego a essa conclusão enquanto navegava nos links de resultado do Coca Cola Pro Saquarema-RJ. Em busca de informação dos pernambucanos, observo de cara que dos representantes do Estado, os residentes aqui, apenas Alan Donato passou para a segunda fase. Halley, Luel, Júnior Lagosta, César Molusco, todos ficaram pelo caminho. “De prima”. Como no futebol, perder na primeira fase não significa qualidade inferior. Halley e Luel, por exemplo, chegaram na quinta chave do Maresias Pro, etapa anterior do WQS, na praia Mole, em Floripa. Mas mostra que são muitos os perigos numa disputa de alto nível.

Competições de surfe são intrigantes – instigantes também. O postulante ao título, em meio a outros 130, 140 oponentes, depende das condições do mar, do posicionamento na água, da prancha certa para a onda certa… São tantos os fatores que saber surfar é um detalhe. Vou além. Em dias que Netuno não ajuda, como aconteceu nas primeiras baterias do Coca Cola Pro, ser craque no esporte dos reis indonésios é, simplesmente, saber domar as condições ruins. Porque no mar alisado pelo terral, com swell encaixado na bancada, com linhas perfeitas para a direita e esquerda, até o Marcelinho aqui desenrola.

Dia desses, na sexta etapa do Nordestino, em Várzea do Una, Sérgio Lima, surfista de Fernando de Noronha, destaque nas ondas tubulares da ilha, revelou-me estar morando no continente para aprender a surfar ondas pequenas. Uma decisão acertada de um dos maiores talentos do arquipélago, que simplesmente desconhece justamente condições ruins de mar. E isso prejudica a sua performance competitiva.

As empresas investem pesado nos talentos garimpados pelo Brasil. Além de oferecerem cursos de inglês, musculação e estudos normais, acham importante patrocinar trips nos melhores picos do planeta, com o intuito de acostumá-los em condições pesadas, tubulares. Pois, há algum tempo acompanhando o surfe, confio que os treinos em ondas ruins tem lá seu valor – se não quiser ficar para trás na primeira fase de um campeonato. Até no ASP Tour (a elite mundial) acontece de se finalizar eventos de qualquer maneira. Em 2008, no Taiti, Teahupoo adormeceu e Bruno Santos teve de ser campeão em ondas que não chegavam aos pés das esquerdas de Porto, quando estão pequenas.

Afora a questão das ondas, acho que a instabilidade nas competições e a falta do que chamo de inteligência competitiva sempre fazem vítimas. E os que conseguem entrar em consonância com o palco do show estão fadados a vencer. Não quer dizer que todos vão chegar à final ou mesmo levantar a taça, mas a trajetória será segura. No mais, as condições normais de disputa, como o talento puro, vão estabelecer quem passa para frente.

Cansei de ver surfista boiar em baterias, esperando pelas “rainhas” da série, quando as disputas pediam trocas de notas. Aquele negócio: você pega a primeira, faz um 3,0. Depois, pega outra e faz um 4,5. E assim vai. É simplório. E nego chega longe, mesmo assim. Quando o mar está bom e o atleta seguro que pode descolar um high escore com a boa, então, não tem a menor necessidade de pegar as merrecas. Simples assim. Mas parece difícil para alguns.

Cansei de ver surfista boiar em baterias, esperando pelas “rainhas” da série, quando as disputas pediam trocas de notas.

Observo casos especiais no Brasil. O potiguar Jadson André e o catarinense Alejo Muniz. Esses caras dificilmente caem de primeira. Ambos têm leitura correta de como competir. Por isso, vão longe. Quem não tem o apoio por trás que os dois possuem, o melhor a fazer é copiar a formula usada pelos talentos da Oakley e Quiksilver, respectivamente. E tentar, nas condições boas e ruins, fazer história. É só um toque.

EXEMPLO
Só para mostrar que essas coisas acontecem em todos os níveis do surfe, o brasileiro Adriano de Souza, Mineirinho, terceiro do ranking da ASP Tour 2009, caiu na estreia na etapa da África do Sul vencida pelo aussie Joel Parkinson, o líder. Pior: foi desclassificado em condições épicas. Escolheu mal as direitas e ficou para trás. Só para lembrar, Mineirinho foi vice campeão da etapa brasileira, na praia da Vila, em Floripa, perdendo para Kelly Slater. E mesmo assim, posteriormente, dançou feio. O surfe é uma caixinha de surpresas.

UMA PENA
Encerrada a etapa sul-africana da ASP Tour 2009, é de se lamentar a participação dos brasucas Jihad Khord e Heitor Alves, que novamente não passaram da primeira rodada de um campeonato e começam a se afundar no ranking. Jihad é o 33º enquanto Heitor está na 36ª colocação. Apostei as minhas fichas, no início da temporada, que os três brasileiros do WCT iriam permanecer facilmente na elite. O estilo de ambos, no entanto, parece não encaixar na elite. Uma pena, pois talento eles têm de sobra.

NOVO TOUR?
A revista online Surfline especulou que uma nova competição mundial está para ser lançada. Por trás do evento, os dois manager de Kelly Slater, os empresários Mathew Tinley e Terry Hardy. Especula-se que apenas 16 surfistas entrariam na disputa em campeonatos de menor duração e com premiação maiores. Entendo que as televisões se interessem cada vez mais pelo surfe, esporte irado que vende como água. E encurtar os campeonatos são uma saída para transmiti-los. Mas daí a reduzir a massa global em 16 atletas, acho demais. Nada está certo ainda. Quero esperar para opinar. O formato final será apresentado em agosto.

(*) Marcelo é jornalista e também escreve sobre surfe na Editoria de Esportes do Jornal do Commercio.

Clifford Everett Bud Shank

19/06/2009 por Zen Surfista - Henrique

Clifford Everett “Bud” Shank Jnr, saxofonista e flautista – 27/05/1926 – 2/04/2009

Escrevi em abril de 2004 para o jornal O Globo assim -
[Bruce Brown, sempre lembrado pelo clássico “Endless summer”, conheceu o saxofonista e flautista Bud Shank e o convidou para gravar, pela primeira vez!, uma trilha para seu filme de 1958, “Slippery when wet”.
Como assim, ‘gravar pela primeira vez’ ?
Explico: antes de ‘Slippery…’ a trilha era composta de temas da predileção do diretor, retirados diretamente da coleção pessoal ou emprestado de um benfeitor.
Tudo combinado, Shank e seu quarteto encontraram com Brown no estúdio da Wolrd Pacific Jazz, deram um jeitinho de projetar o filme já editado na parede e mandaram brasa.
Sempre instrumental, afinal as trilhas precisavam respeitar a narração obrigatória, o gênero preferido naturalmente era o mais popular entre a moçada, portanto, o jazz.
]

Bud Shank se foi e eu soube apenas um mes depois, demorou mais dois para escrever sobre a perda.
Shank era um gigante, tocou com todo mundo e todo mundo tocou com ele.
A flautinha no classico Pop California Dreaming dos Mamas e Pappas é dele.
E como poderia deixar de ser ? Ele era o som da California desde o inicio, junto do Stan Kenton, Chet Baker, Dexter Gordon e até o malucão Ornete Coleman.
Gravou uma serie antologica de discos com Laurindo de Almeida, Braziliance 1, 2 e 3.
Amava a musica e o povo brasileiro, combinava com João Donato como goiabada e queijo, esteve aqui em 2004 pro Chivas Jazz e logo arrumou um jeito de entrar mais uma vez no estudio e registrar outro encontro com Donato (voltaria mais uma vez para um DVD).
Sua discografia é desconcertante, tocou até o ultimo dia, apesar do seu medico ter alertado do risco que corria, morreu tocando.
Tive o cuidado de selecionar para os meus 5 leitores 2 discos fundamentais na nossa fabulosa discoteca de trilhas de filmes de surfe.
Barefoot Adventure e Slippery When Wet são duas duas perolas do West Coast Jazz e a lenda por tras dos discos são tão boas quanto.
Como gosta de contar, Bruce Brown tinha ainda ainda uns trocados que sobraram do orçamento de 5.000 Dólares do Slippery when wet e desta vez ele queria uma trilha fora do comum.
Shank tocava toda semana num bar em Hermosa Beach e toda turma ja conhecia os Lighthouse All Stars e as interminaveis sessões de improviso que eram capazes de criar.
Bruce foi até o minusculo escritorio do World Pacific Records em Los Angeles e projetou o filme ali mesmo para a banda de Shank assistir e inventar uma trilha literalmente epica.
Barefoot Adventures teve numeros absurdos pra epoca: vendeu 10.000 copias.
Um numero tao improvavel que a gravadora não tinha dinheiro para pagar os royalties da banda e teve que comprar equipamentos a prazo para compensar.


Original:  Aqui

Surfista do Rio está entre as vítimas do voo 447

16/06/2009 por Zen Surfista - Henrique

Surfista do Rio está entre as vítimas do voo 447 José Rommel de Souza, tinha no currículo picos como Havaí, Indonésia, Fiji, Teahupoo, África do Sul entre outros.

Dentre os 228 passageiros a bordo do avião da Air France, que caiu no oceano Atlântico em 7 de junho, pelo menos um era surfista, e dos bons. O dentista José Rommel Souza viajava com a esposa Isis Pinet para a França, onde fez sua pós-graduação e trabalhava.

Segundo o irmão, José Caubi, Rommel tinha um nível invejável de surf e diversas viagens para todos os cantos do mundo. “Meu irmão era meu ídolo, além de ser uma pessoa muito inteligente. Era dentista com pós-graduação na França e falava várias línguas, como Francês e Inglês. Além de tudo era surfista de nível profissional, viajando por vários lugares do mundo, profissionalmente. No Havaí, por exemplo, tinha ido várias vezes surfar e estava acostumado a andar de avião”, declarou o irmão da vítima ao jornal O Fluminense, de Niterói, onde mora a família.

Já o amigo Richard Gaunt, descreve Rommel como um dos melhores surfistas que conhecia, e servia de inspiração para todos que com ele já surfaram. “Nós perdemos um verdadeiro guerreiro. Ele buscava as melhores ondas do mundo, respeitando os locais e sendo sempre bem-vindo em qualquer pico. A comunidade do surf fica mais fraca sem ele”, lamentou o amigo.

José Rommel Amorim de Souza, 35 anos, tinha no currículo picos como Havaí, Indonésia, Fiji, Teahupoo, Africa do Sul entre outros. Era goofy footer e cresceu surfando nas praias do Rio de Janeiro, até se mudar para a França.

Fonte

Matéria Original

Maragogi – AL

15/06/2009 por Taciana

a maré cheia..

pra tomar banho de mar..

2009-06-14 10.40.29

pra almoçar dentro do mar..

2009-06-14 10.37.58

e tomar uma junto do mar..

Jovem morre enquanto surfava em Aracaju

12/06/2009 por Zen Surfista - Henrique

O universitário Felipe Boto praticava surf na praia de Atalaia quando o cordão da sua prancha soltou causando a fatalidade.

Morreu na manhã desta sexta, 12, o jovem Felipe Amarante, 24 anos, conhecido entre os amigos como Felipe Boto. Ele morreu afogado no mar da praia de Atalaia, em Aracaju, e seu corpo já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) onde a família entristecida aguarda a liberação.

Segundo informações de familiares, Felipe foi surfar com amigos logo cedo. O cordão que amarra o tornozelo à prancha teria soltado e ele se enrolou em uma rede de pesca. Os companheiros surfistas só perceberam que havia algo estranho quando a prancha dele voltou sozinha à areia.

Após procurarem ajuda de salva-vidas, o corpo do jovem retornou à praia levado pelas ondas. Felipe era muito querido pelos amigos e estava concluindo o curso de psicologia. O velório ocorrerá ainda hoje na OSAF.

Fonte : Infonet

Sergipe recebe pela 1ª vez o Surf Pro Nordeste

09/06/2009 por Zen Surfista - Henrique

Acontece no dias 12, 13 e 14 de junho, a quarta etapa do Circuito Nordestino de Surf Profissional, o Maresia Surf Pro Nordeste.

Uma etapa repleta de novidades, a começar pela estréia do Estado de Sergipe no Tour Nordestino. Outra novidade é que o evento terá duração de três dias, devido às condições de surf serem melhores na mudança da maré, oferecendo condições mais propícias para os atletas mostrarem seus repertórios de manobras em ondas realmente adequadas para a prática do surf profissional.

Para esta etapa, a Maresia oferece 20 mil reais em premiação e 1.500 pontos importantes para o ranking do Circuito Nordestino Profissional.

“Esse evento aqui em Aracaju – SE servirá para elevar ainda mais o surf do estado, que está passando por constantes transformações. Nós da FSS faremos o possível para que este seja um dos melhores eventos. Agradecemos também a marca cearense Maresia por investir forte no surf sergipano”, Comenta Leonardo Menezes Presidente da Federação Sergipana de Surf, que ainda ressalta: “Este evento será importante também para o surgimento de novos atletas não só sergipanos, como também de outros estados”.

Para a etapa espera-se a presença em massa dos tops brasileiros. “Estamos em sintonia com Sergipe através da FSS e com a Maresia patrocinadora da etapa. Os atletas darão um show de surf e com certeza, Aracaju receberá os melhores surfistas do Brasil para este grandioso evento. Esperamos casa cheia em um formato de 80 atletas, caindo sempre no melhor horário das ondas durante os três dias de competição. Sendo assim, teremos um verdadeiro show de surf em Aracaju”, comenta Carlos Abdala, Tour Manager do Circuito Nordestino de Surf Profissional.

A Praia do Meio, na orla do Atalaia onde acontecerá o evento, oferece boas ondas.

O evento é patrocinado pela Maresia e apresentado pela Loja Litoral 655. A realização é da Associação Nordestina de Surf (ANS). Apoio do Governo do Estado de Sergipe, Prefeitura Municipal de Aracaju e Federação Sergipana de Surf.

Por Jocildo Andrade – ANS / Ricosurf.com

Segurança dentro d’água

09/06/2009 por patrykzen
Dali galerinha!! Pra começar na minha 1ª postagem aqui neste belíssimo blog, vão algumas dicas para os iniciantes do surf, de como devemos nos comportar dentro d’água!!! Importante lembrar que o inverno vem chegando e o mar está ficando maior, mais forte e consequentemente mais “CROWDeado”. Então todo cuidado é pouco!!!
Forte abraço e bom surf!!!
***
É importante para o surfista iniciante saber que o surfe, apesar de ser um esporte emocionante e saudável, é um esporte de risco. Como na maioria dos esportes, existe risco de lesões, que podem ser causadas por esforço muscular ou acidentes.
No surfe, existe ainda o risco do afogamento. Para evitar que isso aconteça se faz necessário um bom conhecimento da praia onde irá praticar o surfe. É importante que o surfista tenha uma noção básica sobre correntes marítimas, bancada e canais.
Outros dois fatores de risco no surfe são: os banhistas e o localismo. Os banhistas podem causar acidentes e o localismo pode lhe causar incomodações.
Como o surfe é um esporte praticado ao ar livre, deve-se também ter um cuidado especial com relação ao sol.
CORRENTES
Existem basicamente dois tipos de corrente que atuam nas praias: as correntes de deriva litorânea, que são paralelas em relação à beira da praia, e as correntes de retorno, que são perpendiculares em relação à praia. As correntes de retorno, também conhecidas como repuxo, são perigosas para banhistas e surfistas iniciantes, pois carregam a água (e o que mais estiver no seu caminho) para o outside, formando o canal.
Estas correntes são facilmente identificadas quando se observa o movimento das águas antes da entrada no mar.
É importante salientar que um bom surfista deve ser um bom observador das condições do mar. Com uma boa observação das condições e respeito ao mar, dificilmente você se meterá em apuros e ou colocará sua vida em risco ao praticar o surfe.
É importante que o surfista saiba que não adianta remar contra a correnteza, mas sim perpendicular a ela.
BANCADA
A bancada é o local onde as ondas quebram, podendo ser formado por diversos tipos de materiais diferentes. No brasil, a maioria das praias tem suas bancadas de areia.
As bancadas, quando muito rasas, podem ser perigosas. O risco de acidentes aumenta consideravelmente quando a combinação bancada rasa + onda forte +s urfista inexperiente acontece. Deve-se ter muito cuidado, ao cair da prancha, para não mergulhar de cabeça, evitando assim possíveis lesões de coluna.
O cuidado deve ser redobrado no caso de surfe em bancadas de pedra ou coral. Estes tipos de fundo são muito densos (duros) e, às vezes, cortantes. Se for necessário a entrada no pico pelas pedras, cuidado com ouriços, mariscos e outros organismos cortantes existentes na superfície das pedras. O uso de botinhas de neoprene reduz o risco de cortes nos pés praticamente a zero.
BANHISTAS
Como o surfe é praticado, na grande maioria das vezes, em praias públicas em que existe a presença de banhistas, e como os surfistas iniciantes tem a tendência de iniciar a prática do esporte na mesma área em que os banhistas estão localizados, o inside, é bom que o surfistas saibam de algumas “manhas” que podem evitar acidentes e incomodações posteriores. Quando estiver entrando na água, tentar avisar aos banhistas que estiverem ao redor que um surfista iniciante está entrando na água.
Uma das coisas mais importantes no surfe é manter-se calmo durante a onda, pois somente se você estiver calmo conseguirá raciocinar e agir na rapidez necessária para evitar acidentes.
Mantendo a calma o surfista consegue calcular a distância entre si e o banhista e a trajetória ideal para que o acidente não ocorra.
LOCALISMO
O localismo é um problema que todo surfista tem que aprender a enfrentar e lidar. O princípio básico do localismo é o seguinte: o surfista local da praia tem prioridade de surfar as ondas desta praia, enquanto o surfista que vem de fora deve respeitar os locais.
O nível de localismo varia de praia para praia. Em algumas praias chega a um nível bem violento, enquanto em outras é praticamente inexistente. Para saber como lidar com o localismo aí vão algumas dicas. Antes de surfar em praias que você não conheça se informe sobre os locais destes picos. Esta informação pode ser muito valiosa. Ás vezes um surfista desavisado pode acabar com a sua sessão de surfe precocemente por causa de algum surfista local raivoso.
NUNCA rabeie um surfista local. Alias, tente não rabear ninguém. Ás vezes aquele prego que você acha que é um haole pode ser amigo ou parente de algum local casca grossa. Ao não rabear outros surfistas você já diminui bastante as chances de sua sessão de surfe se tornar uma sessão de vale-tudo.
Não reclame se for rabeado por um surfista local, se for surfar em locais onde o localismo é forte.
Dependendo do nível de localismo isso também pode ser perigoso.
Ganhe o respeito dos surfistas locais. Você pode ganhar o respeito deles de diferentes maneiras. A mais infalível é, após seguir as dicas anteriores, mostrar que você é um surfista jogado, indo surfar aquela onda que nem o local se arrisca a pegar. É lógico que você deve estar preparado para este risco senão, ao invés de conquistar o respeito dos locais, você vai virar a diversão deles quando estiver passando aquele perrengue.
CUIDADOS COM O SOL
O surfe é um esporte praticado sob a influência dos raios solares que, mesmo nos dias nublados e com chuva, agem sobre a pele do surfista. Por isso é muito importante ter muito cuidado com a pele, usando protetores, bloqueadores (no caso de pessoas com pele muito clara e/ou sensível ao sol), camisetas de lycra, bonés e óculos especiais para o surfe, além de hidratantes pós-sol para cuidar das queimaduras e ajudar a manter sua pele saudável. Deve-se também evitar surfar nos horários críticos do sol, entre as 10 horas da manha e 3 horas da tarde.
SEGURANÇA COM A PRANCHA
A prancha é sua companheira durante o surfe. Mas se o surfista não tiver certos cuidados ela pode se transformar em uma arma. Tanto o bico da prancha quanto suas quilhas possuem formatos que podem causar ferimentos.
Para que isso não aconteça, aqui vão algumas dicas de segurança com a prancha.
1) Quando cair da prancha, para evitar que a prancha bata na sua cabeça, sempre a proteja com os braços. Ao fazer isso, você evita lesões na parte da cabeça, que podem lhe tirar a consciência embaixo da água.
2) Ao sentar na prancha, muito cuidado com os pés embaixo da prancha. Procure manter as pernas soltas na água. Isso, além de lhe ajudar no equilíbrio sobre a prancha, evita que você bata seus pés nas quilhas da prancha.
3) Mantenha sua prancha sem quebrados. A prancha é revestida com uma camada de fibra de vidro e resina de poliéster, chamada de laminação. Quando você faz um quebrado na prancha, esta laminação fica exposta, formando uma lâmina, sendo extremamente cortante. A aplicação de silver tape na área do quebrado resolve esse problema, mas não resolve o problema de infiltração de água na prancha, somente resolvível com o conserto da prancha.
4) Deve-se ter cuidado também com a cordinha. Por se tratar de uma corda, ela pode enroscar em várias partes do seu corpo. Isso pode lhe atrapalhar durante a onda, causar ferimentos e até sufocamento, caso enrole no pescoço. Para evitar que isso aconteça, sempre lave a cordinha com água doce e nunca a deixe enrolada na prancha depois do surfe, deixando-a preferencialmente esticada. Deve-se também desenrolá-la toda antes de atar ao tornozelo, ao cair na água.
5) Ao sair de baixo d’água, utilize a cordinha para voltar mais rapidamente à prancha. A cordinha serve para que, ao cair da prancha, o surfista não se perca da sua prancha. Quando se está surfando em locais de maior profundidade, que não “dê pé” ao surfista, deve-se puxar a prancha pela cordinha para fazê-lo mais rapidamente.

omar..

09/06/2009 por Taciana

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Entrevista Com Woody Brown / A Morte de Dickie Cross

09/06/2009 por Zen Surfista - Henrique

No início dos anos 40, Woody casou-se com a sua segunda esposa Raquel, uma havaiana a quem alguns surfistas passaram a chama de “Ma” (de “mãe”) Brown. Eles viveram juntos e criaram duas crianças em cima da Waikiki Taverna, o epicentro de toda a loucura e cultura de surf da ilha. Não apenas a galera chamada “Hot Curl” fazia pranchas experimentando novos desenhos como também saíam para explorar novos lugares. Woody se juntou aWally FroisethJohn KellyFran Heath, Ruys Takaki e jovens surfistas como George Downing e Rabbit Kekai para explorer o surf de inverno no North Shore de O’ahu.

Minha entrevista com Woody:

“Ninguém tinha ido até o North Shore”, disse Woody. “Fomos os primeiros a ir lá. Wally e John Kelly disseram: ‘Ah, lá (onde hoje é Sunset Beach), é lá que tem ondas grandes”.

 

No dia 22 de Dezembro de 1943, Woody e um jovem chamadoDickie Cross remaram em Sunset num dia de o swell vinha crescendo. Naquele tempo, poucos tinha caído em Sunset e era apenas a terceira ou quarta vez de Woody em North Shore.

 

Woody continua: “Meu amigo e eu pensamos: ‘Ah, é inverno’, não rola nada em Waikiki. Então, ficamos chateados. Você sabe como são os surfistas. ‘Vamos tenta para lá’. E foi assim que acabamos pegos, pois as ondas chegavam a 20 pés (6 metros).”

 

“Bem, não era tão ruim, pois havia um canal por onde dava para sair. A única coisa era que, quando olhei da praia, pude ver a água dançando no canal? Daí, pensei: ‘Ô-ôu. Cara, deve ter uma correnteza forte ali, pois as ondas estão se acumulando na baía pelos dois lados’. Com isto, o canal que era estreito se perdia. Mas depois, ele abria. Então, eu pensei: ‘Putz, vamos lá sentar no canal um pouco mais longe da praia e ver como está essa corrente mais forte. Se não for assim tão forte, podemos remar de novo para dentro (das ondas). E aí, beleza, né?’”.

 

“E fizemos isto. Saímos. Sentamos no canal e não foi tão ruim. Podemos remar para dentro a qualquer hora. ‘Ok’, eu dise. Havia ondas de 20 pés (6 metros) quebrando de cada lado. Saímos para pegar essas ondas dropando na direção do canal. O único problema era que o surf mesmo estava a caminho. Mas não sabíamos disto. Foi o maior surf em anos e anos, sabe, e estava vindo na nossa direção. 20 pés eram só as menores do ia, mas não sabíamos! Digo, parecia tudo bem!”.

 

“Então, fomos pegos lá dentro! Cada vez ficava maior e maior até que, no final, estávamos sentados num buraco imenso onde o surf rolava dos dois lados vindo na direção do canal. O canal abriu e virou uma grande e profunda área, ali onde nós estávamos, o surf quebrando dos dois lados enquanto nós tentávamos pegar as ondas.”

 

“Então, de repente, lá no fundo, uns 800 metros de onde estávamos – isso mesmo, numa distância de 800 metros, lá longe, uma onda gigante veio chegando até a praia de ponta a ponta. Ela espumou e quebrou lá fora! Pensamos, ‘Cara, já era, brother. É o fim’. Mas estávamos sentados naquele buraco e assistimos enquanto aquilo tudo vinha na nossa direção. A espuma estava rolando forte, 20 pés de espuma, hein? Muita espuma vindo, mas pouco antes de chegar até a gente, ela bateu naquele buraco e simplesmente recuou. O swell grande continuou, mas não quebrou. Oh, cara! Foi um baita susto! E aí veio uma série de 5 ou 6 ondas do mesmo jeito. Então, depois que a série se foi, nós dissemos: ‘Ei, vamos entrar logo nessa droga! O que estamos fazendo aqui? Não podemos ficar aqui! Vamos entrar!”.

 

“Então, tentamos remar para dentro” (Woody faz os gestos da remada). “À medida que entrávamos no canal, ele ia estreitando. Remamos, remamos e finalmente paramos para descansar um minuto quando meu amigo disse: ‘Woody, você sabe onde nós estamos, né?’. E eu parei para pensar, mas, caramba, nós não tínhamos saído nem um mísero metro! Toda aquela remada e estávamos exatamente no mesmo lugar. Não conseguimos entrar.”

 

“É preciso ter muito cuidado com esses canais. Quando as ondas ficam grandes, a corrente de retorno simplesmente vem com tudo fora da baía. Você não consegue entrar. De todo jeito, a questão é que não sabíamos o que fazer” – admitiu Woody. “Então, finalmente decidimos: ‘Bem, só há uma coisa a fazer. Precisamos esperar até que aquela série enorme passe’. E isto só acontecia a cada 10 minutos. ‘Então, era só remar feito louco para sair das ondas, e aí então descer remando para a praia até chegar em Waimea’. Quando tínhamos passado por Waimea, antes de entrar ali, as ondas só tinham 20 pés (6 metros). A baía toda estava aberta, certo? Só estava quebrando no pico ou talvez um pouco mais ou menos fora do pico. Então, pensamos, tudo bem, sairíamos por lá onde estava grande, mas quebrando na praia.”

 

“O problema foi que as coisas não saíram bem daquela maneira. Quando chegamos lá, a coisa foi ficando cada vez maior. A onda crescia na altura do restaurante de Haleiwa e saía arrastando tudo até a altura da estrada em Sunset. Era o maior surf de anos e nós estávamos preso lá dentro” – Eu mencionei que George Downing jurava que as ondas chegaram a 40 pés (12 metros) aquele dia, quebrando acima da bancada com 80 pés ( 24 metros) de água e perguntei a Woody se ele concordava com aquela estimativa.

 

 

“Sim, com certeza.  Conseguimos sair bem, passamos das séries grandes em Sunset. No caminho, enquanto descíamos remando para Waimea, começamos a remar para a praia. O cara que estava comigo, um garoto (ele tinha apenas 17 anos na época), era na verdade um moleque raçudo. Sabe, um desses caras com coragem demais no peito, mas nada na cabeça: ‘Sóóó’.”

 

“Então, estávamos lá, remando para fora, mas ele continuava entrando! Eu gritei: ‘Ei!’, enquanto olhava e remava, e aí, cara, eu disse: ‘Veja, o surf está quebrando bem nesta linha onde nós estamos, na nossa frente e lá atrás. Nós estamos bem na linha da rebentação. É melhor sairmos logo daqui, agora mesmo.’

 

“Que nada, que nada! Tá beleza!”

 

“Ele não queria sair. Mas eu podia ver que estávamos numa roubada! Então, eu arrastei e disse: ‘Bem, eu vou sair daqui. Vamos!’. Eu me afastei uns 100 metros de perto dele e nós descemos remando daquele jeito, lado a lado”.

 

“E então, o que eu tinha medo que acontecesse, acabou realmente acontecendo. Em outras palavras, uma série veio para onde nós estávamos. Era uma série gigante, tremendamente grande. Cara, lá estava, na nossa frente, uma escada crescendo até onde a vista alcançava, cada vez mais alta. Putz, meu irmão! Saí me debatendo com tudo o que eu tinha… mas você podia dar 10 braçadas e ainda estaria subindo a onda que não parava de crescer. Ô!”

 

“Eu passei por elas, ultrapassei todas as séries e sentei para ver onde Dickie estava porque ele estava comigo! Cara, não deu para vê-lo porque as ondas estavam todas no caminho. E então, eu o vi passar pelo topo da última onda e ela estava tão íngreme que a prancha e o próprio Dickie simplesmente voaram pelos ares caindo do outro lado. Aí ele remou até mim e eu disse: ‘Dickie, você acha que poderia ter sobrevivido a esta onda?’.

 

“‘Nem sonhando’, ele disse”.

 

“Então eu disse: ‘Qual o tamanho que você acha que essas ondas estão chegando?’, e concordamos que tinham 60 pés (18 metros).

 

“Daí continuamos descendo até a praia, sabe”, disse Woody absorto recontando a história toda. “E ele estava comigo. À medida que chegávamos perto de Waimea, ele começava a entrar de novo. Eu gritei: ‘Ei, Ei! Não!’. Porque tínhamos combinado que sairíamos no meio da baía onde era seguro e sentaríamos lá para ver a série passar e checar como estavam as coisas. Assim nós poderíamos decidir por onde entrar e tal. Mas, não! Ele começou a entrar e eu gritei mais ainda: ‘Ei, ei! Não vá! Vamos sair pelo meio!’.

 

“Nada!”

 

“Ele simplesmente não dava ouvidos. Era como se fosse… a hora dele. Como se algo o chamasse, sabe? Pois, veja só como ele estava agindo! Mesmo depois de quase ter sido pego e admitir que não sobreviveria a uma onda daquelas, ainda assim, ele estava entrando de novo. Era quase como se fosse a hora dele. Eu não sei.”

 

“De qualquer modo, ele entrou… enquanto nós subíamos. Quando nós chegamos no local, havia ondas de 20 pés (6 metros) quebrando por lá o tempo todo em séries grandes de 10 minutos. Então, ele entrava e eu o via subir aqueles swells para depois descer do alto das ondas. Até a próxima em que ele chegou, mas desapareceu. Então, eu o vi subir até o alto e parecia que ele estava tentando descer as ondas. É, foi a única coisa que consegui pensar na hora.”

 

“Até que veio outra onda mais alta e ele perdeu a prancha. ‘Ah não, cara’, eu pensei, ‘Caramba, agora somos nós dois na minha pranchinha cut-down!’, que era a prancha que eu usava. E eu estava exausto. ‘Dois caras em uma prancha?’ Que chance vamos ter agora?’. Mas então, eu disse a ele: ‘Saia, saia!’. E ele parecia dizer: ‘Não consigo, Woody, estou cansado demais!’. Foi o que parecia dizer. Mas, então, ele começou a nada da minha direção, então eu comecei a remar para dentro das ondas para pegá-lo na minha prancha”.

 

“Bem, assim, numa hora daquelas e com aquelas ondas enormes… você está sempre olhando para fora, certo? Seus olhos não saem de lá porque você nunca se sente seguro. Então, lá estou eu, remando com um olho nas ondas e outro nele para pegá-lo. De repente, os olhos deles pareceram enxergar aquelas montanhas de água vindo do mar aberto na nossa direção, simplesmente se amontoando uma acima da outra, lá dentro. Eu me virei e comecei a remar para fora com tudo de mim porque calculei que se perdêssemos aquela prancha também, então aí que não teríamos chance alguma. Dois caras a nado?!”

 

“Minha única chance é salvar a única prancha que temos. Então, eu me virei e remei em direção a primeira onda que vinha… ela continuava vindo, crescendo e ficando mais em pé e mais alta com um pouco de espuma no alto. Bem, eu vi que simplesmente não conseguiria, a onda já estava formada na crista. E aí, quando ela chegou em mim, eu joguei minha prancha e apenas mergulhei até o fundo. Esta é a única chance que se tem em uma onda grande.”

 

“Naquela época eu conseguia descer até 30 pés (9 metros) e foi o que fiz, até o mais fundo e, cara, dava para sentir quando eu era puxado para cima para depois ser puxado de volta. Pude ver as bolhas se formando embaixo e atrás de mim. Estou a 30 pés (9 metros) debaixo d’água e ainda fazia toda aquela bolha! Não dava sobreviver àquilo. O que tive foi sorte de estar afastado exatamente o suficiente para me safar.”

 

“Eu cheguei à superfície. A próxima série se aproximava e eu nadei como um louco na direção dela. Felizmente, as ondas quebraram no mesmo lugar e eu mergulhei conseguindo ficar embaixo dela. Uma série inteira, umas cinco ondas. Então, quando todas passaram, comecei a procurar por Dickie. Eu não parava de pensar nele. Nossa, cara. Eu berrei, chamei por ele, procurei, saí nadando, mas não havia mais sinal algum do Dickie. Para completar, estava ficando escuro! O sol tinha começado a se pôr.”

 

“Então, lá estou eu, nadando e pensei: ‘Bem, eu vou morrer de qualquer maneira, então, vou tentar entrar nadando porque, mas que merda!, já estou morto se ficar boiando sem rumo’”. Woody tirou o calção para reduzir a resistência e por um instante pensou nos tubarões. “Mas que ridículo”, ele disse. Se nem sabia se conseguiria sair vivo dali, para que se preocupar com tubarões?

 

“Não havia surfista algum no North Shore aqueles dias. Ninguém sabia que tínhamos ido até lá e também não tinha barco nenhum. Eu pensei: ‘Merda, estou morto mesmo. Vou fazer como falamos. Eu vou nadar até o meio da baía e vou esperar as séries maiores passarem para depois tentar nadar. E que Deus me ajude a chegar longe o bastante para que na próxima série eu não esteja onde ela seja nem tão grande nem tão forte.”

 

“E foi isto o que eu fiz. Tive muita sorte quando a primeira veio. Esperei, ela vinha cada vez maior e mais alta e não quebrou em mim, talvez uns 400 metros de onde eu estava. Eu disse: ‘Bem, talvez eu tenha alguma chance’. Então, mergulhei o mais fundo que consegui novamente e levei na cabeça. E que porrada… quando eu já não agüentava mais e umas manchas escuras começaram a aparecer na minha frente, comecei então a partir na direção de qualquer coisa que fosse mais parecida com luz ou que tivesse alguma cor.  Assim, eu já não sabia o que era para cima e o que era para baixo. Onde parecesse haver  uma luz colorida, poderia até parecer que era para baixo, mas era para lá que eu seguiria’. E aí eu levantei a cabeça!”

 

“Então eu pensei: ‘Cara, se sobrevivi a esta, então tenho mesmo chance!’. Porque assim, cada série que passava me arrastava mais e mais para fora, certo? Então, cada vez eu mergulhava um pouquinho menos e me vi sendo arrastado.”

 

Eu disse a Woody que imaginava então que ele estivesse olhando para a direção das ondas, mergulhando uma por vez.

 

“Sim, você fica olhando enquanto elas vêm. Sim, sim, claro”, ele respondeu. “Então, no último instante, você mergulha antes que ela te pegue.”

 

Woody na Entrevista
Woody na Entrevista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“E assim elas me arrastaram até a praia. Eu estava tão fraco que não conseguia ficar de pé. Me arrastei com as próprias mãos e joelhos até que uns militares vieram correndo. A primeira coisa que perguntei: ‘Onde está o outro cara?’. E eles disseram: ‘Oh, não o vimos mais depois que ele foi coberto por aquela primeira onda maior’. Quando me disseram aquilo, eu entendi que Dickie tinha tido tanta coragem que tentou surfar de peito (“jacaré”) a onda. Do contrário, ele teria mergulhado! Mas por que ele não tinha mergulhado? Se ele foi “coberto”, então isto significava que ele estava no alto da crista, certo? Ou então ele não falaria desse jeito! Então, eu entendi que ele tinha mesmo tentado surfar de peito.”

 

 

 

Woody Brown
Woody Brown

 

Original (em Inglês): http://www.legendarysurfers.com/blog/

Livre Tradução: Henrique

Satélite vai ajudar a achar tubarão nas praias de Pernambuco e evitar ataques

09/06/2009 por Zen Surfista - Henrique

RECIFE – Pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) estão usando tecnologia de ponta para prevenir ataques de tubarões no litoral do Estado. De junho a setembro, aumenta o risco de ataque no litoral pernambucano.

A novidade é que vários tubarões da região estão carregando nas barbatanas marcadores que emitem sinais de satélite e podem determinar a localização exata deles no oceano. Os receptores são espalhados no fundo do oceano, na faixa que vai das praias do Pina à Piedade. Por computador, os especialistas acompanham a trajetória dos tubarões.

- O aparelho emite sinais sonoros enviados para o detector que fica no fundo do mar. Então se o tubarão retornar para a praia, vamos saber da sua presença – explica o pesquisador Fábio Hazin.

Um tubarão-tigre, por exemplo, fez uma rota em ziguezague: se aproximava da costa na maré alta e se afastava na maré seca. Todo o trajeto foi acompanhado pelos pesquisadores.

- Os períodos de maior perigo são os de maré alta e também durante o amanhecer e ao cair da tarde, que é quando tubarão apresenta maior atividade – diz Fábio Hazin.

- Confirmam as hipóteses que já tínhamos levantado e reiteram a necessidade das precauções que devem ser tomadas pelos banhistas.

A marcação dos tubarões está sendo feita pela primeira vez no Atlântico Sul. A nova tecnologia é fundamental para que os pesquisadores possam conhecer melhor os hábitos dos tubarões e possam assim, traçar as estratégias para prevenir os ataques. É com base nas pesquisas que os especialistas alertam: o período de maior risco para os ataques está começando.

Dos 52 ataques registrados no litoral de Pernambuco, 60% aconteceram entre junho e setembro – e não foi por acaso. Os pesquisadores contam que neste período, os ventos que se intensificam no sentido sul para o norte e em direção à costa, levando as correntes marítimas neste sentido. Os tubarões acompanham estas correntes, usando-as como se fossem rodovias.

- A partir de toda esta tecnologia, que está gerando um volume novo de informações, nós ganhamos uma condição muito melhor de compreender o comportamento dos tubarões e consequentemente ajudar na preservação. Nos municiamos pra desenvolver medidas mitigadoras para prevenir a ocorrência destes incidentes – afirma o pesquisador da UFRPE.

Nas praias, 28 novas placas que vão do Pina até a praia do Paiva recomendam: evitar o banho, em áreas de mar aberto, profundas, de águas turvas. Ter cuidado também em períodos de maré alta, principalmente nas luas nova e cheia.

É só olhar o comportamento dos banhistas pra ver que eles aprenderam direitinho a lição e não vão muito além da beira da praia.

- Tivemos que aprender, a praia é linda, maravilhosa, mas é melhor ficar na areia tomando sol – ensina a turista Maria Aparecida Machado.

- Até o joelho dá para entrar sem risco. Depois disso, está se arriscando – diz a bancária Viviane Machado.

O tenente-coronel Josualdo, comandante do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GMAR), explica a razão de cada orientação.

- No período de maré alta é quando se deve evitar os banhos. Quando o sol, a Terra e a lua estão em conjunção, a maré retrai muito e avança muito, os peixes ficam mais perto do litoral, justamente no amanhecer e no fim da tarde – diz.”

 

Retirado de: O Globo OnLine